Me apaixonei - um sentimento por dia

Me apaixonei, mas não só por você. Me apaixonei pelo seu café, que não há sono que resista quando o cheiro contamina a casa, e eu acordo com vontade dele e de você.

Me apaixonei pelo jeito que você caminha, de um jeito despretensioso, como se a vida não passasse rápido demais e a gente não estivesse perdendo tempo por aproveitar cada passo. Eu queria que cada passo ao seu lado fosse igual ao seu caminhar e que o tempo acompanhasse o ritmo do nosso amor.

Me apaixonei pelo seu modo de conduzir uma conversa, de deixar o papo fluir a ponto da gente nem notar que já são quatro horas da manhã. Você me seduz com as palavras e eu não tenho medo de me entregar a elas e a você.

Me apaixonei pelo modo doce que você leva a vida. Me apaixonei pelo modo que você me ama. Me apaixonei por quem você é.

quando eu falo de amor - um sentimento por dia

Amor, eu digo “eu te amo” toda vez que
te olho no fundo dos olhos,
respiro forte e
começo a sorrir sem motivo.

Amor, eu digo “eu te amo” toda vez que
te escuto, te ajudo com os problemas,
te ajudo com a vida,
te ajudo a te ajudar.

Amor, eu digo “eu te amo” toda vez que
eu não digo nada,
pois eu não preciso dizer algo
para pensar em você.
Eu meio que não consigo para de fazer isso.

morrer por causa de amor - um sentimento por dia

Estamos prontos para o fim. Não nos preparamos, mas sinto que marcamos a hora do enterro, para não perdermos a oportunidade de um olhar para o outro dentro do caixão.

Nos cruzamos pelo caminho e paramos em uma encruzilhada. Decidimos seguir juntos para um dos caminhos, sendo que cada um gostaria de ir para um lado. Estamos caminhando de mãos dadas, mas sofrendo com a pressão dos dedos. Você me segura e eu quero partir. Eu corro e você prefere andar. Você me puxa e eu só quero ficar parado um pouco. Eu te sinto longe e você me enxerga perto.

Estamos presos em um amor condicionado. A gente se ama na rotina e se odeia no inesperado. Preferimos o arroz com feijão ao invés de não ter prato preferido. Estamos em um ninho, mas com asas prontas para serem gastas. Nós somos paixão se esforçando para ser amor.

Entretanto, foi tanto de nós para os dois que nos sobrou pouco para nós mesmos. Já não temos mais a essência própria e o pouco que sobrou não nos basta. O amor se tornou líquido e a escassez está nos deixando com sede. Estamos morrendo, ao poucos, sem poder regar o melhor da gente.

Chegamos no dito final. Não temos mais nada, a não ser um ao outro. Enquanto existir vida, haverá morte. E se a vida a dois mata a própria vida, a melhor escolha é morrer. Não de amor, nem por amor. Melhor morrer por causa do amor.