Acaba logo. Finaliza essa obrigação antes que ela finalize comigo. Estou preso neste término eterno. O prazo é postergado e a minha ansiedade não. Estou disputando comigo um espaço em minha própria vida. Chega disso. Chega de tanto por tão pouco. Me dê adeus.

Que esse destino seja melhor que o outro,
que o outro não seja o que é,
porque destino certo só serve pr’outro,
que aceita o destino, o até.

É invisível, que pena. Disputa boa é a que sei que estou participando. Até porque, quando entro em uma, não é para perder. Mas ok, já entendi que você disputa comigo, sem que eu saiba, pois não quer sair em desvantagem. Você entrou na briga para ganhar, mas não sabe qual é o prêmio.

Você não está disputando comigo, está disputando com você. Está disputando com o seu superego, com a sua ansiedade, com a sua aceitação. Não tenho nada com que queira disputar. Sou o que sou e não preciso que outro me estimule para chegar ao topo. Infelizmente, para você, eu sou o topo. Digo que isto é uma infelicidade, pois não quero ser parâmetro de topo, estou longe dele. Batalho para chegar lá em cima, por mim, não por você.

Eis o problema da sua disputa. Você batalha para chegar ao meu patamar, mas eu ainda não estou nem perto de onde quero chegar. Quando chegar perto de mim, ou me ultrapassar, vai atingir o seu objetivo. Contudo, não estarei nem perto do meu. Eu sou o teu limite. O meu é não ter.