Previa - um sentimento por dia

Alguns chamam de justiça divina. Eu prefiro chamar de energia pessoal sincronizada com o destino. É a partir dessa força que tudo acontece. Quando desejamos algo profundamente, a fé invade o nosso âmago, transforma a energia em força e o destino muda para realizar o desejo. Encontramos um novo amor, ânimo para vencer uma doença, motivação para escapar de um problema, um novo emprego quando não aguentamos mais o antigo. E, como a força motriz da energia pessoal funciona a partir dos impulsos mentais, não necessariamente os estímulos do bem determinam o destino. Em uma mente perdida, a negatividade se transforma em desejo e faz com que o destino trabalhe em dobro para se trazer algo ruim à tona. Os problemas, as doenças, o desespero, o desanimo e o desgosto tornam-se combustível para que a energia pessoal sincronize com o destino e crie desejos no inconsciente, realizando aspirações que ainda não foram projetadas. Aos que acreditam em justiça divina, considero que todos os pensamentos têm sido benevolentes e o céu está dentro de você. Aos que acreditam em justiça divina, considero que toda a ruindade é um purgatório e o inferno está em você.

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O meio é uma grande mentira. O equilíbrio é a busca, não o encontro. O Yin-yang é a metáfora da metade, do centro que desejamos pela eternidade. Não existe metade. Não aceitamos meias-verdades ou histórias inacabadas. A metade da laranja é uma metáfora sobre um ser inteiro. A metade, afinal, é só um inteiro. Não somos completos, mas vivemos para completar. Completamos tarefas, ciclos, sonhos e conversas. Quando não completamos, ao menos preenchemos. Estamos em todos os cantos, em todas as cabeças e em todos os lugares, cedendo um pouco de nós para preencher os outros. Somos completos complexos. Não sabemos o que queremos e desejamos mais do que um querer. A nossa complexidade é o nosso desequilíbrio, um paradoxo de nossas metades. Paradoxalmente, existimos pelo centro, de dentro para fora. E, metaforicamente, vivemos pelas beiradas, para completarmos um círculo, para sermos um só.