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Eu nem queria muito, de verdade.

Queria umas coisas que podem parecer bobas para você, mas que para mim seriam especiais. Queria ficar deitado, sem nenhuma troca de palavras, em dia de chuva. Seriamos nós, o barulho da água na calha e a cama.

Queria montar uma playlist cheia de músicas bonitinhas e deixar rolando de fundo enquanto a gente vive, só para provar que a vida tem trilha sonora, mas nós temos que ser os sonoplastas.

Queria te levar a um restaurante novo por dia, com pratos que você poderia amar ou odiar, só para ampliarmos os horizontes, começando pelo paladar.

Queria fazer surpresas, tipo fechar uma viagem, não te contar, entrar na tua casa, fazer a sua mala escondido, passar no seu trabalho, te levar para o aeroporto e deixar que você descubra para onde vamos só quando chegarmos lá.

Queria que a nossa vida fluísse a ponto de implorarmos para a felicidade parar de nos adorar.

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Um beijo
e um adeus
não se nega.
Beije o adeus,
deixe a partida
partir de você.

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A gente nem se conhece e já estou me perguntando quando é que vamos matricular nossos filhos no inglês, comprar uma casa de praia ou passar as férias em Paris.

Me interessar por você é tão clichê que provavelmente o filme da nossa vida vai ter Adam Sandler e Drew Berrymore. E a gente nem precisa ter um filme, desde que tenha uma vida. Não qualquer uma. Uma dessas que todo mundo comente, para o bem e para o mal, de tão perfeita. Uma vida com direito a foto feliz no parque aos domingos, check in em outro país nas férias e todos os olhares voltados para a gente no meio da rua.

E se não for tudo isso, que seja ao menos um beijo na próxima vez que nos encontrarmos. Não precisa ser um beijo de novela, pode ser um beijinho simples, mas bom. Que seja pelo menos um beijo, já que tudo o que você sabe fazer é me cumprimentar com os olhos, por educação. Ok, a gente nem se conhece. E você não sabe o que está perdendo.