Quem não é visto, não é lembrado. Mas eu não quero ser visto para que as pessoas se lembrem de mim. Quero que elas se lembrem por quem eu sou, não por onde estive, com quem estive.

Não gosto de ir à bares ou baladas de segunda a segunda, prefiro dormir. Não curto sair em todas as fotos da balada, se eu quisesse um book, pagaria por ele. Não gosto de bêbado que se torna automaticamente o seu melhor amigo de infância. Não quero ficar puxando papo com a hostess pelo chat do Facebook dias antes da balada só para que ela se lembre de mim e me deixe furar fila. Não quero ser VIP. Não quero ser lembrado por indução, quero ser lembrado por osmose.

Minha vida não é coluna social para que todos saibam se transo, se namoro, se terminei, se engatei um romance no outro, se mudei de cargo ou de empresa, se meu salário aumentou ou se a minha rotina é tão linda quanto os outros acham que é. Quero que as pessoas saibam sobre mim porque realmente se importam, não porque querem ser a Mônica Bergamo.

Que fique claro que adoro sair, mas só com quem sai por diversão. Gosto de bares cheios de gente que ri de si, não dos outros. Gosto de festas onde as pessoas vão pelos amigos e pela música, não pelo ar da graça. Gosto de gente que gosta de gente por identificação e empatia, não por obrigação.

Não sou antissocial, tenho sociofobia seletiva: só fico perto de quem gosta de mim de graça, de quem não cobra com interesses ou segundas intenções.

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