Não sei de onde vem, mas chega se espreitando pelas beiradas. Aos poucos vai comendo as bordas, mesmo que estejam quentes, e que se dane a língua. É melhor queimá-la do que congelá-la.

E a fogo vai se consumindo, vai me consumindo, vai nos consumindo, até que não sobra mais nada no prato.

Não sobra nada visível. São apenas sobras.
Sobras de saudade.

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