Abri minhas gavetas. O que estava escondido entre calças e camisetas não está mais. Tirei tudo dos bolsos, do meio das meias e das cuecas, mostrei o meu melhor e pior entre traças e naftalinas. Abri o armário para nunca mais fechar.

Aprendi que segredos não podem ser escondidos entre golas e botões. Por mais bem passada que esteja uma peça, o amassado estará sempre exposto.

Tirei dos cabides os meus medos e os doei a quem precisava. Roupa velha só ocupa espaço, medo também.

Remendei os erros dos melhores looks. Mudei o estilo por não caber na minha ideologia e meu modo de ver o mundo. Não tento usar botões que não se encaixam em quem eu sou. Não visto peças que ficam largas no meu infinito particular.

Aprendi a apreciar a moda do ser, não a que criam, mas a que desenhei para mim. Moda você segue, estilo você cria, personalidade você tem. Deixei de seguir as tendências para criar as minhas. Está na moda ser igual, estereotipado e fechado. Mas é mais estiloso ser o que se é.

As gavetas estão abertas. Vazias de autopreconceito e cheias de verdade. E tomara que nenhuma dessas roupas caiba mais. Eu fico muito mais bonito sem receios. O meu melhor look é estar nu.

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